Palavra do mês: Angústia!
Sei que devia aproveitar, afinal são meus últimos dias por aqui, mas já estou com a sensação de dever cumprido. Chega de ser Au Pair! Estou tão sem paciência com as crianças e eles também acho que resolveram me colocar na prova de fogo essas últimas semanas, quase incivilizados. Mas esse fato nem merece mais comentários porque afinal são só apenas mais 15 dias. (Me sinto como cantando aquela musiquinha: 480km, 480km, pára um pouquinho, descansa um pouquinho, 479km...). É muito má o que eu vou dizer, não me sinto contente por isso, mas às vezes me conforta em saber que o que eu passo, a nova Au Pair vai sentir na pele também.
Esse último fim de semana, acho que um pouco por causa da ansiedade, acabei pegando um virose das crianças e fiquei de molho em casa. Mas na segunda estava de folta, feriado em homenagem ao Martin Luther King e aproveitei pra conhecer alguns museus em DC. Não me conformo que morando aqui há quase um ano não tinha feito isso ainda.
Conta no banco encerrada. Me disseram que teria que fazer isso com 2 semanas de antecedência, mas fui até o banco é só precisei preencher um papel com os dados da conta e valor, sacar todo dinheiro e só isso, a conta se fechará por si própria. Mas por falta desse informação agora estou sem cartão, espero não precisar comprar mais nada pela internet.
As passagens e hotéis das férias já estão todos reservados. Queria deixar as malas prontas também, mas ainda é cedo... Tão anciosa quanto no tempo que eu era criança e meus pais diziam que íamos para a praia, nem dormia imaginando o dia de diversão. Chega logo dia 4 de fevereiro!
Thursday, January 19, 2012
Wednesday, January 4, 2012
Enfim 2012!
Sobrevivi aos Holidays!
O Natal até que não foi tão ruim.
Na quinta-feira antes do Natal minha família me chamou para um Christmas Caroling, basicamente ir cantar músicas de Natal na casa dos visinhos, mas não foi bem assim que aconteceu. Entramos na primeira casa, todo mundo conversando e tomando vinho e as crianças brincando no andar de baixo. Começou a chover e todos começaram a cantar na sala dessa casa mesmo, mas alguns aborrecentes necessitados de atenção começaram a sacanear e fazer palhaçadas. Aí foram todos pra segunda casa. Lá tinha comida, sanduíches, salgadinhos e molhos, bolos, cookies.... Todos mundo comendo, as crianças brincando e ninguém cantava mais nada. Aí uma amiga me ligou e fui com ela pra Washington DC que esse negócio de cantar na casa dos visinhos na verdade foi um tremendo programa de índio.
No dia 24, fim da tarde, fomos para a casa da mãe da Sima, conversamos um pouco, bebemos e lá pela 17:30h serviram a ceia. Comida iraquiana, muito boa por sinal. Voltamos cedo, por volta das 20:30h e então fui pra casa de uma amiga, onde ficamos conversando e jogando sinuca até 1h da manhã. Esse era o cenário quando passamos pela sala (os presentes a serem trocados no domingo de Natal):
O Natal até que não foi tão ruim.
Na quinta-feira antes do Natal minha família me chamou para um Christmas Caroling, basicamente ir cantar músicas de Natal na casa dos visinhos, mas não foi bem assim que aconteceu. Entramos na primeira casa, todo mundo conversando e tomando vinho e as crianças brincando no andar de baixo. Começou a chover e todos começaram a cantar na sala dessa casa mesmo, mas alguns aborrecentes necessitados de atenção começaram a sacanear e fazer palhaçadas. Aí foram todos pra segunda casa. Lá tinha comida, sanduíches, salgadinhos e molhos, bolos, cookies.... Todos mundo comendo, as crianças brincando e ninguém cantava mais nada. Aí uma amiga me ligou e fui com ela pra Washington DC que esse negócio de cantar na casa dos visinhos na verdade foi um tremendo programa de índio.
No dia 24, fim da tarde, fomos para a casa da mãe da Sima, conversamos um pouco, bebemos e lá pela 17:30h serviram a ceia. Comida iraquiana, muito boa por sinal. Voltamos cedo, por volta das 20:30h e então fui pra casa de uma amiga, onde ficamos conversando e jogando sinuca até 1h da manhã. Esse era o cenário quando passamos pela sala (os presentes a serem trocados no domingo de Natal):
No domindo de manhã acordei com os meninos batendo na minha porta: "Hora de abrir os presentes!". Eles estavam eufóricos, também não era pra menos, muitos presentes. Eu já tinha ganhado meu presente (muito bom por sinal, minha parte foi em dinheiro), mas ainda sim ganhei alguns gloss, uma blusinha, chocolates e um anjo de metal para pendurar na árvore de Natal, acho que é uma tradição presentear com adornos pra árvore por aqui. Depois de quase duas horas abrindo os presentes tivemos um grande café da manhã, com tortillas, ovos, salsicha, suco de laranja, blueberries e morangos.
Ano Novo inventamos de ir pra New York. Assistir o countdown na Times Square é mais recompensador pelo desafio de conseguir um bom lugar do que pelo evento em si. Ficamos hospedadas na casa de uma amiga, a Marcela, no bairro do Harlem, há um bloco de uma estação de metrô. Um bairro de afrodescendentes, alguns com vestimentas africanas, outros com pentes na cabeça e algumas lojinhas com incensos e outros artigos religiosos. Chegamos em Manhattan sexta de manhã e não pegamos trânsito pra chegar na ilha. No sábado nos fomos dar um passeio e chegamos na região da Times por volta de 17:30h. Descemos na 7th Av com a 42th, as ruas próximas ao palco já estavam fechadas e o trânsito de pessoas ao redor estava limitado a corredores nas calçadas. Pra tentar chegar perto do palco, precisamos subir a 8th Av. Um policial nos disse que precisávamos ir até a rua 58th, virar a direita pra tentar chegar na Broadway e então na 7th Av. Estava frio, por volta de 4°C, mas como não estava ventando estava "agradável", mas mesmo assim entramos num bar pra pedir uma dose de tequila, mas desistimos quando nos disseram que uma dose de 50ml era $8 dólares. Mas a frente achamos uma loja de bebidas e conseguimos uma miniaturas de José Cuervo por $3 (A Juliana Moraes não se contentou e comprou uma garrafa maior depois). Paramos numa pizzaria pra jantar e continuamos nossa saga. Estava muito, muito cheio, todos tentando "entrar" na Times. Vimos um tumulto de gente no acesso a rua 53th, nos juntamos a multidão e em alguns minutos liberaram o acesso para um pequeno grupo em direção à Broadway Avenue. Escondemos a garrafinhas de tequila, coloquei a garrafa maior na cintura passamos na revista policial e entramos. Agora uma nova saga pra voltar em direção à rua 42th, mais perto do palco. Dentro das ruas que estavam fechadas, a polícia organizou os espaços em "quadrados" nas ruas e as calçadas ficaram fechadas apenas pra o trânsito de pessoas hospedadas nos hotéis, ou àquelas que tentavam ir as lojas (haviam restaurantes, e algumas farmácias abertas). O acesso às calçadas em cada quarteirão ou a cada quadrado era controlado por policiais que faziam revistas. Entramos num quadrado na Broadway com a 53th eram umas 19h, a quantidade de pessoas em cada quadrado era limitada, então era possível sentar no chão e aguardar com certo conforto. Não demorou muito pra dar vontade de ir no banheiro, conseguimos ir numa farmácia ao lado. O banheiro não era público, mas estavam permitindo-nos usar o banheiro dos funcionários. Conhecemos um cara da Malásia, conversamos um pouco e como ele estava sozinho convidamos-o pra ficar conosco. Enrolamos um pouco ali na farmácia e seguimos em frente pela calçada. Na esquina policiais bloqueando o acesso, a Ju Morais pediu (ou melhor implorou) para o policial nos deixar ir para o "quadrado" da frente e ele deixou, mas com uma advertência "Nicely, ok!". A Ju atravessou a rua correndo e gritando, acho que eram por volta das 20h. Ficamos na Brodway Avenue com a 51th, em frente ao teatro onde Mamma Mia está em cartaz e bem em frente a um telão por onde acompanhamos os shows. As apresentações foram bem curtas. O Pitbull cantou umas 2 músicas antes das 21h e voltou depois, acho que umas 22h e cantou mais duas. O Bieber apenas cantou "Let it Be" acompanhado do Santana, o Cee lo Green também cantou uma música e a Gaga cantou "Merry the Night" and "Born this Way" um pouco antes da meia-noite. O countdown começou um minuto antes, essa parte foi emocionante, todos se abraçando ao som de "New York, New York" mas uns quinze minutos depois todos começaram a deixar a área e os policiais dispersar todo mundo. Nem se quer vimos a bola, achei que fosse passar no telão o momento em que ela descesse mas não passou.
A experiência vale a pena, uma vez na vida. Gostei de ter conhecido o mais famoso countdown do mundo mas não voltaria ( a não ser hospedada em um hotel com visão privilegiada). Aí no Brasil fazemos festas mais animadas e sem quadrados, rs.
Também vale comentar que assistir meu primeiro musical na Broadway, Priscilla: A Rainha do Deserto. Foi um espetáculo de quase 3 horas e muito, muito lindo de ver. A seleção de músicas perfeita e todo o trabalho artístico, como figurino e cenografia é muito impressionante. Vamos ver se convenço o Tony a assistir outro musical comigo mês que vem...
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